Resultados para: label/fanfic

nov

13

Posted by : duds | On : 13 de novembro de 2011

Podem me matar, eu deixo. Desculpem pela demora em postar gente. Mas aqui está o décimo quarto capítulo de Innocence. E para quem ainda não leu, ou quer dá uma relembrada na história clica aqui! Te levará para os capítulos postados anteriormente.
Beijos e uma boa leitura! Deixem seus comentários!

Capítulo Catorze – Sem esquecer

Junho de 2006 – Três anos depois…

Era isso. Três anos tinham se passado e eu estava namorando o Damen, ainda. Felicidades aparentes, eu tentava manter, ele era mais um grande amigo com alguns benefícios, mas nada além de beijos. Damen estava super empolgado com nosso namoro que tinha durado tanto. Ainda estávamos em Forks, apesar de Damen ter ido passar alguns meses na Flórida, fiquei bem sem ele, tinha conseguido respirar. Mas nada realmente em minha vida tinha melhorado, só tinha ficado cada vez pior, depois da ida definitiva de Edward, ele tinha realmente ido embora. Tinha me deixado aqui, como prometera. Eu tentei ficar sem ele, tentei reagir a isso tudo, apesar das visitas mensais de Alice ao meu quarto, eu queria mesmo era Edward, meu protetor, meu amor. O que eu sentia por Damen não era nem de perto maior do que eu sentia por Edward.

Durante esses anos, só alguns sinais depois de tantos pedidos meus, depois de tanto implorar, ele sempre deixava uma rosa em minha cama, ou deixava meu precioso livro mágico, que não tinha tanta graça olhá-lo sem ele.

Em meu aniversário de dezessete anos, eu tinha ido à Seattle visitar papai, não na minha antiga casa como eu gostaria, mas fomos a um lugar bem reservado onde pude matar as saudades dele. Abracei, beijei todo seu rosto, dei presentes e ele também me deu vários, disse que estava levando a vida como dava, mas ele estava bem pelo menos fisicamente, parecia que tinha mesmo deixado toda aquela história de drogas de lado, e estava vivendo de acordo com os padrões e as normas de Paul e Sam, que parece que tinham me esquecido, mas Charlie disse que ainda não era seguro eu voltar para lá.

Rosalie tinha se mudado de Forks. Foi para a Europa Paris estudar moda, sua maior sonho, e estava lá quase um ano, então ficamos eu e Jasper em casa, discutindo como dois idiotas. Um garoto muito festeiro esse Jasper. Estávamos eu, Damen e Jasper em casa sozinhos. Carlisle e Esme tinham ido ao cinema namorar um pouco, já que trabalhavam dia e noite, sem descanso.

-Acho que vou para a noitada gente! – Disse Jasper pulando do sofá onde estava deitado assistindo ao filme. Eu estava abraçada com Damen sentada no chão.

-Jasper, fica quieto garoto, não passa uma noite sem sair – Eu disse virando os olhos para ele que já subia apressadamente as escadas.

-VIVER A VIDA BELLITA! – Gritou ele batendo a porta do quarto.

-Ficaremos sozinhos – Disse Damen em meu ouvido, fazendo-me arrepiar. – Não quer sair também? – Perguntou ele levantando meu rosto para poder encarar meus olhos.

-Não. Vamos ficar aqui é melhor. – Eu disse levantando-me – Vou tomar banho, cheguei do colégio e não tomei, volto já – Eu disse dando um selinho em seus lábios e indo para meu quarto. Cheguei já tirando as roupas e indo para o banheiro. Não queria demorar, na verdade eu queria ficar sozinha quando eu saísse do banho pediria a Damen para ir embora, diria que estava com dor de cabeça! Ótimo! Acabei o banho e fui de peças íntimas para o quarto e estanco quando vejo Damen sentado em minha cama, encarando-me.

-Damen! O que faz aqui? – Perguntei puxando o lençol da cama e me cobrindo, ele se levantou e andou até mim, puxando novamente o lençol deixando-me à vista para ele. – Damen, é melhor você ir embora – Eu disse empurrando, mas ele puxou minha cintura.

-Bella, já faz anos que namoramos e nada mais aconteceu entre a gente, não acha que já tá na hora? – Disse ele passando suas mãos possessivamente em minhas costas e parando no fecho do sutiã. Eu queria e não queria. Queria experimentar, ter a sensação que todos tanto falavam, mas não queria que fosse com o Damen, queria que fosse com aquele que tinha me abandonado. – Bella eu quero ter você – Disse ele aproximando seus lábios de minha orelha e mordendo levemente o lóbulo. Arrepiei, ele com certeza tinha um poder persuasivo, me fez derreter e querer fazer aquilo com ele. Puxei seus lábios para os meus, e pelo jeito ele gostou, pois sorriu em meus lábios e me levou para a cama. Antes de me deitar, suas mãos deslizaram por minhas costas e desfizeram o fecho do sutiã, gemi. De nervosismo não sei, ou talvez pela sensação que estava por vir. O sutiã desceu por meus braços e instantaneamente fiquei vermelha, era a primeira vez que alguém me via nua, a não ser minha médica, e Rose que éramos como irmãs. – Fica calma – Disse ele acariciando meus seios. Damen deitou por cima de mim, e já estava a desabotoar sua calça, mas antes que ele concluísse, aquele feixe, apenas uma névoa do feixe de luz que há tanto tempo eu não via, transpareceu sobre o quarto e parei. Edward estava perto da porta olhando para mim, em meus olhos, sem desviar.

-Damen vai embora, por favor! – Eu disse afastou-o e me cobrindo com o lençol.

-Bela… – Disse ele com uma cara interrogativa – O que foi?

-Não sei Damen, não tô preparada para isso eu acho, preciso de um tempo. – Eu disse e ele escancarou a boca.

-Tempo na gente? – Disse vestindo a blusa e abotoando a calça – Está acabando comigo?

-Tempo não é definitivo, vai embora, falo com você depois. – Eu disse me enrolando no lençol e empurrando-o porta a fora do meu quarto, levando-o embora. – Até depois – Eu disse e fechei a porta atrás de mim, logo corri para o quarto. – EDWARD! CADÊ VOCÊ? – Gritei – Por favor, fala comigo, você não sabe o quanto de saudade estou de você. – Permaneci no silêncio ainda enrolada no lençol, sentei-me no chão esperando uma resposta positiva, queria ouvir a voz dele.

-Eu disse que nunca ia te abandonar, não disse? – Falou ele parando em minha frente, me fazendo pular e abraça-lo. – Calma Bella – Disse ele sorrindo – Você está bem grandinha – Disse ele me afastando e olhando para mim, que ainda estava enrolada no lençol – E mais linda ainda – Disse dando um beijo em minha testa – Agora, por que você não vai trocar de roupa para conversarmos?

-Não vai embora tá? – Eu disse me afastando puxando o lençol e indo para o banheiro. Ele sentou-se na cama e esperou até que eu voltasse agora vestida com uma camisola rosa, presente de Rose. – Pronto, quero explicações e o porquê do sumiço de praticamente três anos Edward – Eu disse me ajoelhando em sua frente. Ele pegou minhas mãos e me puxou para sentar em seu colo, esses anos todos, e ele continuava do mesmo jeito, impecavelmente lindo. Sentei em seu colo e acariciei seu rosto.

-Nunca te abandonei. Sempre fiquei te olhando, vendo você dormir, acariciando seu rosto – Disse ele fazendo a ação agora – Morrendo de vontade de matar o Damen por ele te tocar. Confesso que tive várias brigas com Alice, depois que fui embora naquele dia, e que realmente estive por aí, pensando em como ficar sem você, mas eu desisti disso tudo. Desisti de resistir a você. E que agora vou realmente ficar, mas antes tenho coisas para te dizer, e dependendo disso que vou te dizer, você resolve se vai me querer ou não.

-Sempre vou te querer, independente de qualquer coisa que me fale, não importa. Quero você, comigo, do meu lado. Não me deixa de novo, muitas vezes magoei Damen, sem querer simplesmente por eu estar no automático, pensando em você, às vezes ele vinha me beijar, só que eu não conseguia, e só de lembrar que Alice tinha flechado ele, eu me sentia magoada, por não poder dar a ele o amor que ele “merecia” ganhar, pelo sucesso que ele não obteve comigo. – Eu disse encarando seus olhos claros – Não me arrependo de ter ficado todo esse tempo sem você, aposto que doeu em você, tanto quanto doeu em mim, eu sei que doeu. Eu sofri, sofri muito e muitas vezes fiquei isolada, querendo fugir de todos, querendo te encontrar. Então realmente para mim não importa o que você irá dizer, não vai embora.

-Bella, não é assim tão “simples” como você tá pensando – Disse ele apertando suas mãos em minha cintura. Sete anos atrás, no sequestro que levou à morte da sua mãe… – Começou ele, mas o interrompi.

-Não quero falar sobre isso, você mais que ninguém sabe o quanto isso doeu e ainda dói em mim.

-Mas é necessário, você disse que independente do que eu te dissesse você queria ficar comigo, mas eu ainda acho que isso será impossível Bella. Vai te magoar muito, e eu não quero fazer isso, mas antes de fazer o que eu pretendo para ficar com você, tenho que te contar toda a verdade. – Disse ele sério me encarando, fechei os olhos com força e concordei com ele incentivando-o a continuar – Como eu estava dizendo, quando teve o sequestro que levou à morte da sua mãe, eu sabia e estava lá quando tudo aconteceu.

-Como assim? – Eu disse levantando-me de seu colo e ficando parada em sua frente – Você viu tudo aquilo? E não fez nada? EDWARD VOCÊ É UM ANJO! Como não a protegeu? – Eu disse alterada encarando-o.

-Deixe-me terminar. Eu era o anjo da guarda dela, o guardião dela. A mesma coisa que fiz com você quando menor, também fiz com sua mãe, porém ela não se apaixonou por mim, quando ela se apaixonou verdadeiramente pelo seu pai, eu tive que ir embora, então fui apagado da memória dela, por que é assim que tem que ser. Pensei que isso fosse acontecer com você mas… Sei que isso é imperdoável, mas ali naquele momento eu estava exercendo minha função. Eu tinha que leva-la comigo, tinha chegado a hora dela.

-Você não poderia ter estendido esse prazo? Não sei… Falar com seus superiores para leva-la mais tarde… – Eu disse sentando e me enrolando como uma bolha, as lágrimas escorrendo por meu rosto.

-Não. Infelizmente eu não podia, mas sua mãe aceitou a “outra vida” bem, mas mesmo assim não tinha se conformado em te deixar sozinha, e ela sabia que seu pai tinha aquela fraqueza, então ela me mandou para te proteger. Preciso que me perdoe, se me quiser ainda. Mas se não… Tudo bem eu entendo. – Disse ele me encarando. Levantei meu olhar para ele, ainda muito magoada pelo que tinha escutado. Ele foi anjo da minha mãe. Protetor dela e a deixou partir. Eu estava confusa.

-Espero que você também me entenda. – Eu disse me levantando assim como ele fazia. Paramos um na frente do outro, e pude perceber que eu não tinha crescido muito, continuava na altura do peito de Edward, que era muito alto. – Mas, preciso se um tempo para absorver isso tudo, não quero ficar longe de você e com certeza irei dar um ponto final com o Damen. Não se afasta mais dessa maneira. Quando eu absorver tudo isso, eu te chamo e falo o que eu quero realmente, com certeza será você, mas espera um pouco, tá? – Eu disse abraçando sua cintura. Senti seus lábios pressionando em minha cabeça – Eu te amo – Disse levantando meu olhar e encontrando os seus olhos.

-Eu te amo Isabella – Disse ele pondo seus dedos sob meu queixo, e suspendeu minha cabeça para que meus lábios fossem de encontro aos seus. Seus lábios eram macios e quentes, se movimentavam em sincronia com os meus. Um beijo calmo, que significava tanta coisa. Minhas mãos subiram sob sua nuca e escorregaram para seus cabelos, os puxando, assim aprofundando nosso beijo, agora nossas bocas estavam completamente juntas, estávamos unidos em um só.

Separei-me dele por falta de ar. E instantaneamente corei ao vê-lo ser ar também se apoiando na cama. Sorri sem graça e fui ao seu encontro, abraçando-o pela cintura. Seus braços também envolveram minha cintura, e ficamos naquele momento delicioso, só sentindo nossas respirações.

-Quando você quiser, é só me chamar, certo? – Disse ele me afastando, segurando-me pelos ombros. Concordei com a cabeça, ele sorriu, deu um beijo terno em meus lábios e seu feixe de luz explodiu em meu quarto e logo após isso minha porta foi aberta.

-Bella! O que houve entre você e o Damen? A gente estava voltando da festa e ele estava correndo que nem um doido com aquele carro! – Disse Jasper alterado, mas eu não escutava, estava sentada na casa extasiada, parecia que estava drogada. – Bella eu estou falando com você! O que houve entre você e Damen?

-A gente acabou Jasper! Eu não aguentava mais iludir o Damen, estava o fazendo sofrer, então eu resolvi acabar de uma vez. – Eu disse, mas Jasper era uma pessoa observadora, até demais.

-E essa cama desforrada demais? Esses lençóis no chão, e seu sutiã está jogado logo ali – Disse ele apontando para a cabeceira da cama.

-Ok Jasper você venceu! A gente ia transar, mas não deu certo, eu não quis, é isso satisfeito?!

-Você é lésbica? – Perguntou ele e comecei a rir.

-Não priminho, é que eu estou gostando de outro garoto, muito especial, mas não posso contar para você sinto muito lindinho, agora eu quero ficar sozinha, amanhã a gente se fala tudo bem?

-Então você não vai me contar? – Perguntou ele e confirmei – Tudo bem então Bellinha – Disse ele e saiu batendo a porta do meu quarto.

O dia ainda estava para amanhecer, porém eu já estava acordada, não passava das quatro da manhã. Mas eu já estava resolvida. Acabaria definitivamente com Damen, ficaria com Edward e assim que eu voltasse da minha conversa com Damen falaria com Edward. Virei para um lado, virei para o outro, mas o sono não vinha novamente, parecia que eu estava ansiosa demais para ir dar um ponto final nas coisas, eu queria ver o que Edward iria fazer para ficarmos finalmente juntos. Peguei o telefone e disquei o número de minha antiga casa. Começou a chamar e não demorou muito para a voz da qual eu sentia falta atender.

-Pai! Que saudades pai, eu quero te ver – Eu disse rapidamente.

-Bella filha! Estou com saudades também querida, mas isso são horas de ligar?

-Desculpa pai, mas é que eu pensei que estivesse acordado, não te acordei, certo? – Perguntei meio receosa, a voz dele não demonstrava sono.

-Não minha filha, estava fazendo umas coisas aqui, também estava sem sono. Conte-me, o que anda fazendo de bom por aí?

-Na verdade nada pai, meu namoro com Damen está praticamente acabado, irei acabar com ele hoje, nos desentendemos ontem, e também tem um novo garoto em minha vida, creio que ele sim é meu grande amor.

-Ah que pena filha, ele era um ótimo rapaz, mas se você está feliz com esse garoto que você diz que é o amor de sua vida, seja feliz com ele. Só quero a felicidade para você, o amor que eu não pude te dar – Disse ele a voz morrendo a cada palavra.

-Não pai. Não diga isso, você me deu amor e muito. O que sou hoje é fruto do que você me ensinou, você e a mamãe, não diga isso, tenho orgulho de ser sua filha apesar dos pesares que ocorreram no passado, para mim aquilo são meras lembranças, ok? – Eu disse tentando reanimar a voz dele que ainda estava meio caidinha.

-Ok Isabella! Não esqueça que eu amo você. Agora tenho que ir meu amor, beijos – Disse ele respondi um eu te amo e desliguei.

Fiquei pensando um pouco em tudo que estava acontecendo e em tudo que poderia acontecer. Sem mais delongas chamei Edward.

-Edward, já me resolvi – Cantarolei e logo seu feixe de luz tomou conta do meu quarto. – Estava espionando? – Perguntei me ajoelhando na cama e puxando ele pela camisa, ele também ficou de joelhos na cama assim como eu, nossos rostos a centímetros um do outro.

-E qual foi sua decisão? – Perguntou ele abraçando-me pela cintura e juntando ainda mais nossos corpos, nossos lábios a poucos centímetros um do outro, uma distância dolorosa. – É boa ou ruim? – Disse ele encostando seus lábios levemente aos meus. Mas o que era leve se tornou devastador e logo estávamos travando um briga. Seus lábios eram violentos, sedentos sob os meus. Sua língua serpenteava em minha boca e logo me afastei sem fôlego.

-Quer saber ou não minha resposta? – Eu disse deitando-me em sua frente, ele continuou ajoelhado em minha frente. – Se for boa, me promete um beijo desses de novo? – Eu disse sorrindo maliciosamente e seu olhar foi igualmente malicioso.

-Com toda certeza. – Disse ele segurando meus joelhos – Conte-me.

-Mais tarde falarei com Damen, e acabarei definitivamente com ele. Ficarei com você. Serei sua, somente sua. – Disse encarando seus olhos, que naquele momento estavam selvagens. Logo, ele abriu minhas pernas e deitou entre elas, alcançando meus lábios e beijando-me da mesma forma selvagem de antes, minhas pernas enlaçaram em sua cintura, e aprofundei nosso beijo, minhas mãos prenderam-se em seus cabelos, sua mão se entrelaçou em uma das minhas mãos, e a apertei com força. Nosso beijo continuava profundo, porém ele se afastou um pouco seus lábios encostaram-se a meu pescoço.

-Uma ótima notícia – Disse ele se apoiando nos cotovelos para me olhar – Muito boa mesmo, e tenho uma para você também. – Disse ele, sua boca devorando a minha novamente, num mesmo beijo selvagem e devastador.

-Posso saber qual?- Eu disse em fôlego, meu peito subindo e descendo descompassadamente ainda abalada belo avassalador beijo. Seus olhos eram intensos sob os meus.

-Hm… Deixe-me pensar… – Disse ele olhando para cima e depois voltando seu olhar para o meu – Claro que pode. Enfim, sabe quando eu disse que os anjos caiam? Acho que chegou a hora de te contar.

Disse ele sentando-se na cama e me puxando para me sentar em sua frente. Finalmente eu saberia o motivo de tanto mistério, sobre os anjos caírem.

Eduarda Alves

jun

24

Posted by : duds | On : 24 de junho de 2011


Já que a Lu está bastante ocupada e sem tempo para entrar na internet, eu vou postar o capítulo 6º da fanfic hoje! Nunca leu a fic? Acompanhe os capitulos anteriores aqui e depois corra para ler o 6º! Essa fanfic é apaixonante, você vai ver!

Clique em continuar lendo para acompanhar a história.


Despertei, abrindo os olhos vagarosamente. A luz que entrava pela janela estava forte, deveria ser por volta das duas da tarde. Levantei-me ainda dolorida, demoraria a Edward chegar. A televisão não estava mais em meu quarto, eu não estava com vontade de ler, e voltar para a cama não estava em meus planos. Mas quando levantei senti algo molhado, em minhas pernas, eu não tinha feito xixi na cama, pelo amor de Deus. Mas estava tão sonolenta ainda que nem liguei, e desci as escadas rumo à sala, para ver um pouco de tv, mas quando cheguei lá, Charlie estava, mas antes de eu ir para a porta, para sair um pouco ele me chama.

-Bella, preciso falar com você – Disse ele. Seria meio difícil falar com ele. As marcas de sua violência ainda estavam em meu rosto, em meu corpo na verdade. Ele se aproximou de mim, eu já estava com a porta entreaberta, pronta para sair. – Me perdoe por ontem – Disse ele. Olhei em sua cara, para ver se aquilo era verdade.

-Como? – Eu disse ainda não acreditando – Acha que é assim? – Eu disse apontando para os hematomas em meus braços. – Você me machucou, tanto fisicamente, tanto moralmente, me dizendo que matei minha mãe, acho que isso não tem perdão. – Eu disse e saí, deixando-o sem palavras na porta. A rua estava meio vazia, então andei até o quintal onde, mais longe um pouco tinha uma parte do rio. Sentei-me ali, observando tudo, pensando em tudo, só para ter um panorama de todas as cosias, boas e ruins, tendo como ponto as lembranças de ontem, que eu não queria recordar, mas dominavam minha mente em flashes. Deite-me sobre a grama, e fechei meus olhos, não sabendo que cairia em profunda inconsciência.

Algo me cutucava, despertei rapidamente pensando ser um bicho ou algo do tipo, mas era a apenas Edward.
-Quer me matar de susto? – Eu disse me levantando e limpando a parte de trás de meus shorts. 
-Quer me matar de susto você. Por que não avisou que sairia?  – Disse ele sério, me acompanhando para casa.
-Foi decisão de última hora – Eu disse olhando para ele que parecia preocupado. – Aconteceu alguma coisa, para você está com essa cara? – Perguntei cutucando seu flanco, e ele se esquivou.
-Problemas, muitos deles. – Disse ele fazendo uma careta.
-Não quer compartilhar? – Perguntei
-É que, como te prometi ajuda com seu pai, estou tentando desde o princípio, mas não está sendo fácil, estou fazendo o que está ao meu alcance.
-Tudo bem Edward, também não vá se matar, e esquecer que você tem alguém para proteger – Eu disse olhando de lado, e ele sorriu com minha cara – Eu estou podre, cheia de terra – Eu disse olhando para minhas roupas que estavam manchadas de terra.
-Ainda está com dor?
-Não, estou melhor. – Eu disse sorrindo sem graça, mas ele ainda permanecia com aquela cara. Cheguei a casa e papai ainda estava na sala, subi e fui para o quarto. Sentei na cama juntamente com Edward.
-Bella – Disse ele e o encarei – Você se cortou? Está saindo sangue de sua perna – Disse ele e imediatamente, eu olhei para minha perna. Um filete de sangue saía de meus shorts, e escorria até próximo ao joelho.
-Não que eu me lembre. Acho que não foi nada – Eu disse pegando minhas coisas para tomar um banho. – Volto já – Eu disse e ele concordou, deitando-se na cama. Fui para o banheiro, e me despi. Mas antes olhei para meu short que estava manchado de sangue. E que não estava na área da perna, vinha um pouco mais acima. Olhei para o espelho em minha frente. Tensa, olhei para minha parte íntima. O que era aquilo? Ok, não vou entrar em desespero. Deve ser algo normal. Estava sangrando, e aquela sensação de molhado quando acordei, era sim alguma coisa. Fiquei ali parada pensando no que faria, eu já tinha estudado sobre isso e sabia o que era, mas eu não estava preparada de várias maneiras. Fiquei ainda pensando parada, ali no banheiro.  Depois de um bom tempo parada sem nada fazer, entrei no Box, e tomei um banho bem demorado. Quando acabei, me enrolei na toalha, ainda meio receosa, do que faria. Não me vesti, voltei para o quarto de toalha, e Edward estava sentado na cama.
-Poxa você demorou! – Disse ele – O que vamos fazer hoje? – Disse ele, mas me olhou direito e viu meu estado de choque. – O que aconteceu Bella? Você tá bem?
-Não. Eu não estou bem. Aconteceu uma coisa agora, e aquele sangue não era de um corte Edward. – Eu disse Tensa, olhando para o chão.
-O que foi então? Você está com uma hemorragia interna! É ISSO! AH MEU DEUS, PRECISAMOS LEVAR VOCÊ AO MÉDICO!- Disse ele desesperado andando pelo quarto. Balancei a cabeça rindo de sua histeria.
-Não Edward. Na verdade só preciso ir numa farmácia, ou em algum supermercado. – Eu disse.
-Você ESTÁ LOUCA? Você ESTÁ TENDO UMA HEMORRAGIA, E QUER FAZER COMPRAS? – Gritou ele olhando para mim.
-Edward você nunca estudou biologia? – Eu disse ainda em pé, de toalha, meu plano era ir ao quarto da mamãe, e ver se achava o que eu procurava.
-O que você quer dizer com isso? – Perguntou ele olhando para mim desconfiado.
-Edward, as mulheres tem época na vida, que, vamos dizer. Hãn… Como posso explicar. Enfim, elas sangram – Eu disse sem graça. Ele me olhou desconfiado, possivelmente ainda sem entender nada. – Vou ao quarto da mamãe. – Saí do meu quarto e entrei devagar no quarto dos meus pais. Estava vazio. Maravilha. Entrei e fui ao banheiro, indo direto para debaixo da pia, onde minha mãe guardava as coisas, saí procurando, meu objetivo, um daqueles pacotinhos. E parece que a sorte estava ao meu lado. Papai não tinha jogado nada fora, e lá estavam eles. Olhei para trás, para ver se vinha alguém. Parecia uma criminosa. Peguei-os e fui para o banheiro, onde estavam minhas roupas. Troquei-me e voltei para o quarto. – Prontinho.
Eu disse sorridente e ele me olhou desconfiado.
-O que foi? – Perguntei e ele negou.
-Nada, apenas sua mudança súbita de humor – Disse ele balançando a cabeça.
-Hmm, faz um tempo que você disse que eu conheceria a sua irmã, a Alice, não é? – Eu disse me sentando ao seu lado, ele me encarou.
-É, nem estava mais lembrado disso…
-Você esquece as coisas com muita facilidade Edward… – Eu disse bagunçando seu cabelo – Enfim, quando poderei conhecê-la?
-Eu vou ver Bella – Disse ele seco – Acho que vou embora – Disse ele se levantando, mas peguei em seu braço.
-Hey, pra que a pressa? Você disse que ficaria hoje. – Eu disse olhando em seus olhos, e ele me encarou. – Vamos lá, podemos assistir algum filme lá em baixo! – Eu disse animada e ele concordou.
-Tudo bem, vamos! – Disse ele e desci a escada animada. Passei pela cozinha e Charlie estava sentado na mesa. Fui ao armário, sem olhar para ele, e peguei um pacote de babata frita, e voltei para a sala, onde Edward já estava sentado no sofá. Aproximei-me dele.
-Fique o máximo silencioso, enquanto papai estiver aqui em baixo, não quero mais um motivo para ele me odiar.
-E qual seria esse novo motivo? – Perguntou ele curioso.
-Ter uma filha doida. Que para os outros fala com o nada. – Eu disse com uma cara óbvia, e fui passando os canais da TV. Parei em um no qual o filme era de terror. Logo no começo do filme Charlie subiu e deu para escutar ele trancando a porta. Eu estava morrendo de medo, enquanto Edward ria das desgraças que aconteciam com os personagens.
-Edward muda de canal, por favor – Eu disse encolhida, e com as mãos cobrindo os olhos, mas com uma brechinha entre os dedos.
-Ah Bella, tá tão bom esse filme – Disse ele prestando bem atenção na televisão.
-Então tá, eu vou subir – Eu disse ficando em pé, mas quando olhei para trás, estava tudo escuro, e parei – Edward vamos lá para cima, que tal? – Eu disse paralisada no lugar. Ele se levantou e ficou encarando o escuro que estava comigo.
-Está com medo? – Perguntou ele rindo.
-O que você acha? Com um filme desses, você quer que eu saia saltitando pela casa, num escuro desses? – Eu disse
-Tudo bem – Disse ele. Então desliguei a TV, e acendi todas as luzes, a caminho do meu quarto, com Edward logo atrás de mim. Chegamos ao meu quarto e deitei na cama. – Acho que já vou.
-Nada disso, você vai ficar aqui hoje. Nem pense em ir embora – Eu disse puxando-o pela mão, para deitar comigo. – Vai ficar aqui – Eu disse e ficamos deitados em silencio. – Por que você não me conta… Sobre sua irmã? Tenho curiosidade sobre ela – Eu disse me virando para ele, para poder encará-lo.
-Alice é do tipo do anjo cupido, você deve conhecer, já ter ouvido falar certo? – Perguntou ele e concordei. – Pois bem, ele é cupido e também tem um protegido, mas ele não é residente daqui da cidade, é na verdade, do outro lado do mundo, então, por isso pode demorar um pouco para vocês se conhecerem – Disse ele revirando os olhos.
-Ah que pena – Eu disse – Mas me diga, você tem namorada?
-Bella, pelo amor de Deus, claro que não.
-Por que esse drama todo? Sei lá, vai que você namorasse uma anjinha? – Eu disse sorrindo e ele sorriu meneando a cabeça.
-Como está no colégio? Faz tempo que não vou com você – Disse ele, com um tom meio culpado.
-A mesma coisa Edward. Sempre a excluída – Eu disse e me apertei nele. – Ainda bem que tenho você. Não sei se suportaria ficar aqui, se não fosse sua ajuda, seu apoio. Afinal já são dois anos, certo? – Eu disse sorrindo para ele que confirmou. – Dois anos de você me irritando.
-Hmm tudo bem mocinha, mas já está meio tarde, é bom você ir dormir. Amanhã você tem aula, dona Isabella – Disse ele me cobrindo. E se levantando.
-Fica aqui, até eu pegar no sono. Canta um pouco para eu poder dormir – Eu disse, e ele voltou a se deitar ao meu lado, cantarolando uma canção desconhecida por mim, em poucos momentos eu caí em profunda inconsciência. Não soube se ele tinha ficado ou não…

Na manhã, acordei com batidas na minha porta.
-Isabella, você irá se atrasar – Disse Charlie ainda batendo em minha porta. Levantei-me ainda sonolenta. Ele continuava a bater na porta.
-EU JÁ VOU – Gritei impaciente. Mas que coisa… Peguei minhas roupas e fui para o banheiro, num banho rápido, me troquei e vi que ainda não dava para ir com blusa de manga curta. Peguei meu casaco preto, e o vesti assim, ocultando as manchas, claras mais ainda existentes em meu braço. Olhei para o espelho, meu lábio estava só com uma feridinha, muito pequena, mal percebível. Meus olhos estavam normais, porém tinha uma manchinha amarelada no canto esquerdo, que qualquer pancadinha seria desculpa. Peguei minha mochila e desci. Charlie me esperava para me levar, passei na cozinha e peguei uma pera, a enfiei na bolsa, e saí sem dirigir a palavra para ele.
No caminho para a escola, papai me mandava olhadelas a todo instante, eu sempre ignorava. Estava difícil conviver, depois do que ele fez. Estacionou o carro um pouco antes da entrada e se virou para mim.
-Bella, não quero ficar assim, mal com você.
-Você não está de mal comigo, isso eu posso perceber. Quem está de mal aqui sou eu. Você ainda não entendeu as consequências do que você fez? Foi grave, e doeu, imperdoável – Eu disse agora olhando em seus olhos – Pensei que com a morte da mamãe, você ficaria para me proteger, completar o carinho que ela não terminou de dar – Eu disse séria, e caiu uma lágrima do olho de Charlie.
-Isabella, por favor, me perdoe. Eu não estava em mim, eu não queria ter feito o que fiz, foi totalmente conturbado, algo que não estava em mim, era como algo mais forte. Eu precisava…
-Descontar em alguém? É isso? Você precisa bater em alguém? Pensei que você descontava sua raiva bebendo, já que é isso que anda fazendo. Pai eu me preocupo com você, mas não posso ficar toda hora te controlando – Eu disse o encarando ainda séria – Tenho que ir, antes que me atrase. – Eu disse e saí do carro. Quando já ia entrar na propriedade escolar, olhei para trás e vi papai limpando as lágrimas com as mãos cobrindo seu rosto.
Aquilo estava acabando comigo, eu não poderia ficar brigada com ele. Ele era a única pessoa que eu tinha. Sem contar com minha tia, ele era meu pai. Reformularei as coisas que ele fez, tenho que ver seu ponto de vista. Acelerei meus passos ruma a minha sala, e quando cheguei a professora tinha acabado de entrar também. Acomodei-me no lugar de sempre, e Lauren e sua gangue estava a me esperar.
-Ih a estranha veio hoje – Disse ela sorrindo debochadamente para mim. Quando passei por sua cadeira, ela colocou o pé para me fazer cair, mas passei por cima dele, porém tropecei numa bolsa que estava colocada estrategicamente logo à frente, não cheguei a cair, mas foi o bastante para a gozação começar.
A aula se arrastava e minha vontade de ver meu único amigo era ainda maior. Já estava a acabar a última aula, e quando o toque soou todos saíram em disparada para fora da sala, me deixando sozinha, com a professora de história, que veio caminhando até mim.
-Isabella, está tudo bem? – Perguntou ela, enquanto eu arrumava minhas coisas.
-Por que não estaria? Estou ótima – Eu disse com uma cara, que demostrava o contrário.
-Sei o que você sofre aqui nessa sala, no colégio, ignore você é uma excelente aluna.
-É o que eu faço. Agora se me der licença, tenho que ir – Eu disse olhando para ela, que deu um toque em meu ombro e saiu. Logo depois que ela saiu eu saí, e me deparei com a figura de Edward me esperando no corredor.
-Sua professora só está preocupada – Disse ele sorrindo e passando seu braço ao redor de meus ombros.
-Era só o que me faltava, logo agora que ela veio ter o trabalho de importar-se comigo? Já tenho proteção – Eu disse sorrindo.
-Isso é verdade. Vamos andando para casa? – Perguntou ele
-Vamos, antes quero dar uma passada no estúdio de meditação. – Eu disse quando saímos da escola e começamos a andar pela rua.
-Tudo bem – Disse ele e me acompanhou. Conversando como foi seu dia, trocávamos conversas banais, sem preocupações. Comentei com ele sobre o papai, e ele disse-me para dar uma chance, já que essa foi à primeira vez, e Edward esperava que também fosse à última. Não pude deixar de perceber os olhares que eram direcionados para mim, já que eu estava falando, aparentemente para as outras pessoas, “sozinha”, mas para mim, eu estava apenas jogando conversa fora, com meu melhor amigo, e isso era completamente normal para mim, fato esse uma estranheza para os outros.
Eduarda Alves





show
 
close